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Um desses itens renomeados é a boa e velha iniciativa. Ela sofreu a influência deste novo enfoque, sendo vista por um ângulo mais abrangente, tendo alguns valores agregados ao seu velho conceito, tornando-o mais leve, interessante e amplo, passando a ser cantada em prosa e verso como criatividade. O profissional criativo passou a ser incentivado, valorizado e procurado no mercado de trabalho.

Aquele colaborador que consegue vislumbrar uma saída diferente, nova, para situações onde os velhos métodos já não atendem à solução dos obstáculos e não fazem frente à grande concorrência do mercado, enfrentado pelas empresas, é o chamado criativo.

Mas onde a iniciativa tem a ver com a criatividade e se confunde ou se funde com a mesma?

Ora, para se mobilizar a ponto de pensar numa solução diferente e eficaz a uma situação, é preciso se sensibilizar e se inconformar com os resultados obtidos com as soluções propostas até então. Diante disto, deve-se pensar, questionar e buscar novas formas de resolver a questão. A partir daí, uma vez provavelmente encontrada uma solução ideal (aquela que reúna condições mínimas exigidas para ser colocada em prática, de forma razoavelmente rápida e objetiva, com alto índice de possibilidade de sucesso), deve-se ter a sensibilidade, o discernimento do momento oportuno, a coragem, a humildade e o tato adequado para se propor explicitamente ao setor competente e seu responsável, a brilhante solução. Vê-se então que há formação de um ciclo de iniciativa + processo criativo + iniciativa. Nesta fusão do processo criativo com a iniciativa, podemos detectar o envolvimento de vários aspectos inerentes à personalidade do profissional, que são decisivos para a existência desta cadeia de ações e reações.

Podemos concluir que o aprimoramento do profissional como ser humano é um dos maiores bens a serem cultivados por ele mesmo, antes de tudo, assim como pelas empresas.

Andando em paralelo e de mãos dadas, temos a aquisição de informações e conhecimento. Como bens inerentes aos seres humanos, que não perdem seu valor nas cotações das bolsas, não se tornam obsoletos, uma vez que servem de base para a ampliação de seu volume e não podem ser confiscados ou deletados por terceiros.

Então, torna-se altamente lucrativo todo e qualquer investimento que se possa fazer para a aquisição desses valores e de nosso auto-aprimoramento.

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A autora é Psicóloga e especialista na área de Recursos Humanos.